quinta-feira, 13 de maio de 2010

sem título

eureka século XXI

ecoa em rara pessoa
meus olhos
soa em rara pessoa
meus tons
- colha a rara flor e não a deixe secar
dorme em prenha pessoa 
meus sonhos
mora em singular pessoa
meus sempres
tarda na pessoa
desejo de me conhecer


mora no lado esquerdo do meu cérebro uma dobra desconhecida
lista no lado direito do meu cérebro coisas sabidas e ignoradas
a dobra não está ali





taís dias

domingo, 9 de maio de 2010

Homenagem: Dia das Mães

Palavras.
Existem algumas com milhares de significados. Alguns bons, outros melhores, mas, ainda assim, congruentes.
Sei que na vida, em tudo, existe, pelo menos, uma exceção e no universo das palavras cujos significados variam, também há uma.
E é claro, que esta exceção é a palavra “Mãe”.
Seriam necessários anos de estudo, horas e mais horas folheando dicionários, para que fosse possível definir esta palavra.
Acho, na verdade, que nem possível o é.
São tantas definições.
Incontáveis.
Mas, não há, em algumas coisas nesse mundo, necessidade de definição. Estas são auto-explicativas.
O que poderíamos dizer de uma palavra, que a cada dia de sua existência, luta, de novo e de novo, para que seja inserida no dicionário da vida,  o neologismo que criara: a palavra “filho”.
Uma palavra muito complexa. Abarrotada de particularidades sintáticas, que pode variar em gênero, número e grau.
Mas, mesmo com a teimosia da palavra “filho” em se adequar à gramática da vida, a palavra “Mãe” nunca desiste. Está sempre na oração, pregando às outras palavras para que estas compreendam a razão de seu amor.
E mesmo se um dia a palavra “filho” quiser estar em um período diferente da palavra “Mãe”, esta sempre saberá que a felicidade está a uma vírgula ou ponto de distância.
E é por essas, e por mais infinitas razões, que a palavra “Mãe” tem um dicionário só para ela, pois, creio eu, que ainda não nomearam o número de significados que essa monossílaba palavra pode ter. Essa pequenina palavra que possuí a mais maravilhosa concisão harmônica de todo o dicionário.
E é por isso, que clamo a está orquestra de palavras que homenageiem a mais bela de sua classe.



”Feliz dia das Mães”, a minha e a todas as outras deste mundo. Seja qual for seu grau, número ou gênero.

Tomaz C. F

domingo, 2 de maio de 2010

Primavera

As folhas novas; De cada,
De todas as árvores
Crescem com lágrimas
Crescem com dor

Pois,
Nossa desunião não é
Apenas um rumor

Lamento por nós
Lamento por nossa
Solidão
A minha e a tua

Sei que já era sabido
Sei que não hemos
de ser um
Mas, podemos
Mas, devemos
tentar ser; Como
As flores novas; De cada
De todas as árvores
As quais crescem com risos
Crescem com alegria
Na pueril inocência
Da primavera


Tomaz Civatti Frausino

sábado, 24 de abril de 2010

Cabisbaixo permeio vosso caminho

O caminho usado para atingir-lhe
Só e apenas trilhado pode ser
Caso conhecer; A essência e o ser
Pois, este, o dubitável tolhe

Nesta rota, belas flores se colhe
Aqui, não deves nunca correr
Aqui, devagar deve-se viver
Aqui, enquanto vagar, para mim olhe

Como conseguiria à você olhar?
Se, enquanto, por este caminho ando
Não mais ar tenho para respirar

À você não cabe duvidar
Acredite e continue esperando
Meu amar, meu passar e meu olhar.

Tomaz Civatti Frausino

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Conceito entre Quarto e Vida


Vazios
Desarrumados
Coloridos
Preenchidos
Iluminados

Minha vida está uma bagunça
Não tenho tempo de arrumá-la
Minha porta anda sempre fechada
Vida vazia.

Meu quarto está uma bagunça
Não tenho tempo de arrumá-lo
Minha porta anda sempre fechada
Quarto vazio.

Vida dentro do quarto
Quarto dentro da vida
Um quarto da vida (1/4)
Sem portas e janelas
Outro quarto da vida
Cem portas
Cem janelas
Vazio.


Mayra

As coisas são maiores que as pessoas
É um vazio sincero, natural da humanidade
Sou tão igual às coisas, que me nego
Sou inútil e enfeitante
Corrosiva e importante
Mas do tamanho e da altura
De maior e menor figura
Das minhas coisas pessoais

Mayra

terça-feira, 20 de abril de 2010

RIO


RIO


por vezes me pergunto se rio ou se é mais fácil ser um rio que rir?
rio
tombos broncos roucos                                        rotos mornos sonos
navego
caiu diante de mim e começou a tremer como um raio
alguém colocou sua cabeça de ladinho para que ele não se afogasse
no trajeto muitos no asfalto
faces dormidas de realidade
deitei em seu corpo uma lã amarela que não era minha
rio                                                                       ( você lá foi)                                                      




taís dias

sábado, 17 de abril de 2010



SEM MEDO
trovões implodiam 
surdos
raios os enfrentavam
dia escuro na terra trêmula
- telefonei

derretido corpo de sol
gota de suor
da nuca aos pés
arrepio e alfinetadas
- abri uma porta

eufórico cérebro do mesmo
carros                                    - os atravessava
a rua não tinha fim
nem horizonte
- disse adeus

reinado no corpo o fim
faz-se o começo sem fim






tais dias

 

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Saudade


Entre versos te aproximas

Após versos tu te esvais

Restam versos, duas rimas

A saudade e nada mais
Átila Morand.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Silêncio

SILÊNCIO





a pedra rota de sol
escutava a lua
bêbada de flores



criança não embola a razão pensamento soa





Taís Dias