sábado, 17 de abril de 2010



SEM MEDO
trovões implodiam 
surdos
raios os enfrentavam
dia escuro na terra trêmula
- telefonei

derretido corpo de sol
gota de suor
da nuca aos pés
arrepio e alfinetadas
- abri uma porta

eufórico cérebro do mesmo
carros                                    - os atravessava
a rua não tinha fim
nem horizonte
- disse adeus

reinado no corpo o fim
faz-se o começo sem fim






tais dias

 

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