O caminho usado para atingir-lhe
Só e apenas trilhado pode ser
Caso conhecer; A essência e o ser
Pois, este, o dubitável tolhe
Nesta rota, belas flores se colhe
Aqui, não deves nunca correr
Aqui, devagar deve-se viver
Aqui, enquanto vagar, para mim olhe
Como conseguiria à você olhar?
Se, enquanto, por este caminho ando
Não mais ar tenho para respirar
À você não cabe duvidar
Acredite e continue esperando
Meu amar, meu passar e meu olhar.
Tomaz Civatti Frausino
Bem-vindos ao nosso blog. Somos alunos da PUC-SP, mais precisamente do curso de Letras:Português. Orientados por nosso professor Cadú Siqueira, em sua Oficina de criação literária, experimentaremos diversos tipos de literatura, como poemas, contos e etc. Nossos trabalhos serão postados aqui. Espero que se divirtam, enquanto, nós trilhamos a literatura. Eu, Tomaz Civatti Frausino, e meus colegas de curso desejamos a vocês, leitores, uma boa viagem.
sábado, 24 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Conceito entre Quarto e Vida

Vazios
Desarrumados
Coloridos
Preenchidos
Iluminados
Minha vida está uma bagunça
Não tenho tempo de arrumá-la
Minha porta anda sempre fechada
Vida vazia.
Meu quarto está uma bagunça
Não tenho tempo de arrumá-lo
Minha porta anda sempre fechada
Quarto vazio.
Vida dentro do quarto
Quarto dentro da vida
Um quarto da vida (1/4)
Sem portas e janelas
Outro quarto da vida
Cem portas
Cem janelas
Vazio.
Mayra
terça-feira, 20 de abril de 2010
RIO
por vezes me pergunto se rio ou se é mais fácil ser um rio que rir?
rio
tombos broncos roucos rotos mornos sonos
navego
caiu diante de mim e começou a tremer como um raio
alguém colocou sua cabeça de ladinho para que ele não se afogasse
no trajeto muitos no asfalto
faces dormidas de realidade
deitei em seu corpo uma lã amarela que não era minha
rio ( você lá foi)
taís dias
sábado, 17 de abril de 2010
trovões implodiam
surdos
raios os enfrentavam
dia escuro na terra trêmula
- telefonei
derretido corpo de sol
gota de suor
da nuca aos pés
arrepio e alfinetadas
- abri uma porta
eufórico cérebro do mesmo
carros - os atravessava
a rua não tinha fim
nem horizonte
- disse adeus
reinado no corpo o fim
faz-se o começo sem fim
tais dias
quinta-feira, 15 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Silêncio
SILÊNCIO
a pedra rota de sol
escutava a lua
bêbada de flores
criança não embola a razão pensamento soa
Taís Dias
sem título
abarrotada a imagem da pressa do mundo
impressa aqui no dia redondo
pari sem fim
atordoada ara nos nervos dos homens
cruezas
ausência de ti
Taís Dias
sem título
no percurso de si
me tive
em si me esqueci
de si me mirei não reinei
para si me voltei de mim
me perdi
O dia
esperou acordar
para então se chover.
Voltamos para a cama.
Taís Dias
terça-feira, 13 de abril de 2010
Soneto em Webdings
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Átila Morand.
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Átila Morand.
Sétima série
Sentado ao meu lado
Lábios cerrados
Assisto calado
O tempo passar
Da pela morena
Cadeiras apenas
Separam amenas
Instâncias de amar
Cabelos escuros
Me fita inseguro
De cima do muro
Não vem me pegar
Mãos delicadas
Hesitam pasmadas
Firmando anulada
Ação de tocar
Teu nome é um fardo
Pensar desviado,
Oblíquo, olvidado
Ou perdido no ar
A noite se arrasta
A aula é nefasta
Cadernos e pastas
Um sino a tocar
Sigo caminho
Sangro em espinhos
Espero sozinho
Outra sexta chegar
Pois é sexta feira
E a beleza faceira
Instiga à cegueira
E se faz desejar
Átila Morand.
Lábios cerrados
Assisto calado
O tempo passar
Da pela morena
Cadeiras apenas
Separam amenas
Instâncias de amar
Cabelos escuros
Me fita inseguro
De cima do muro
Não vem me pegar
Mãos delicadas
Hesitam pasmadas
Firmando anulada
Ação de tocar
Teu nome é um fardo
Pensar desviado,
Oblíquo, olvidado
Ou perdido no ar
A noite se arrasta
A aula é nefasta
Cadernos e pastas
Um sino a tocar
Sigo caminho
Sangro em espinhos
Espero sozinho
Outra sexta chegar
Pois é sexta feira
E a beleza faceira
Instiga à cegueira
E se faz desejar
Átila Morand.
Sete anos de azar.
Brincando com as palavras
Nos pomos a inventar
Sendo Agá, consenso B,
Sendo Be, consenso há?
Num ninho de beija-flores
Há cinco brigadeirinhos...
O doce da vida
É amarga surpresa!
Eu amava como amava um beija-flor
Que se encanta e se perde pelo ar
Eu amava como amava uma Deusa
Como se a Deus fosse proibido amar
Um lince... Através do Espelho!
E eu disse: Espelho, Espelho meu,
Existe rainha louca
Mais insana do que eu?
E em nome do Pai, do Filho
E do Espírito, Santa!
Ow, Man!
Brincando com as palavras
Nos pomos a inventar
Personagens, sentimentos
Ou inventamos de brincar?
Átila Morand.
Nos pomos a inventar
Sendo Agá, consenso B,
Sendo Be, consenso há?
Num ninho de beija-flores
Há cinco brigadeirinhos...
O doce da vida
É amarga surpresa!
Eu amava como amava um beija-flor
Que se encanta e se perde pelo ar
Eu amava como amava uma Deusa
Como se a Deus fosse proibido amar
Um lince... Através do Espelho!
E eu disse: Espelho, Espelho meu,
Existe rainha louca
Mais insana do que eu?
E em nome do Pai, do Filho
E do Espírito, Santa!
Ow, Man!
Brincando com as palavras
Nos pomos a inventar
Personagens, sentimentos
Ou inventamos de brincar?
Átila Morand.
Poema de um pateta que pensa que é poeta; pinta e pulsa em palavras pretas o pretume do seu pavor.
Ontem era o que já não sou mais
Hoje sou o que não serei, mas...
Ontem os meus caminhos
Seguiam para um só lugar
Hoje, destinos daninhos,
Eterno desassossegar
Ontem a primavera, o vento e a estrada
Hoje minha prima Lúcia morreu atropelada
Ontem a descoberta da eterna meninice
Hoje frieza deserta de uma já velha velhice
Ontem sim; Hoje não; Amanhã talvez.
Ontem Fim.
Hoje então,
Amanhã viuvez.
Átila Morand.
Hoje sou o que não serei, mas...
Ontem os meus caminhos
Seguiam para um só lugar
Hoje, destinos daninhos,
Eterno desassossegar
Ontem a primavera, o vento e a estrada
Hoje minha prima Lúcia morreu atropelada
Ontem a descoberta da eterna meninice
Hoje frieza deserta de uma já velha velhice
Ontem sim; Hoje não; Amanhã talvez.
Ontem Fim.
Hoje então,
Amanhã viuvez.
Átila Morand.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Boas-Vindas!
Bem-vindos, meus caros amigos e leitores.
Aqui, neste blog, eu e meus colegas de curso, postaremos nossas experiências em criação literária. Feitas tanto na sala de aula quanto fora desta.
Não posso afirmar, com certeza, quando estas postagens serão feitas mas, para não deixar esta página em branco, postarei um poema meu. Espero que gostem.
Desejos Líricos
Queria eu no bosque eterno andar a esmo
Colher belas alegrias e bonanças
Semear ébrias e soberbas lembranças
Ficar a sós; Eu comigo mesmo
Queria eu fugir; Voar até o cosmo
Trautear canções de falsas esperanças
Nutrir-me com efêmeras mudanças
Transcender; Saciar-me neste orgasmo
Queria eu afastar os meus carmas
Afogar-me entre belos, belos mares
Abraçar louros anjos e suas almas
Queria eu ser abençoado por Ares
Para eliminar inimigas tramas
Para matar fantasmas milenares
Tomaz C. F. 2010
Aqui, neste blog, eu e meus colegas de curso, postaremos nossas experiências em criação literária. Feitas tanto na sala de aula quanto fora desta.
Não posso afirmar, com certeza, quando estas postagens serão feitas mas, para não deixar esta página em branco, postarei um poema meu. Espero que gostem.
Desejos Líricos
Queria eu no bosque eterno andar a esmo
Colher belas alegrias e bonanças
Semear ébrias e soberbas lembranças
Ficar a sós; Eu comigo mesmo
Queria eu fugir; Voar até o cosmo
Trautear canções de falsas esperanças
Nutrir-me com efêmeras mudanças
Transcender; Saciar-me neste orgasmo
Queria eu afastar os meus carmas
Afogar-me entre belos, belos mares
Abraçar louros anjos e suas almas
Queria eu ser abençoado por Ares
Para eliminar inimigas tramas
Para matar fantasmas milenares
Tomaz C. F. 2010
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