terça-feira, 13 de abril de 2010

Poema de um pateta que pensa que é poeta; pinta e pulsa em palavras pretas o pretume do seu pavor.

Ontem era o que já não sou mais
Hoje sou o que não serei, mas...

Ontem os meus caminhos
Seguiam para um só lugar
Hoje, destinos daninhos,
Eterno desassossegar

Ontem a primavera, o vento e a estrada
Hoje minha prima Lúcia morreu atropelada

Ontem a descoberta da eterna meninice
Hoje frieza deserta de uma já velha velhice

Ontem sim; Hoje não; Amanhã talvez.

Ontem Fim.
Hoje então,
Amanhã viuvez.




Átila Morand.

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