quarta-feira, 14 de abril de 2010

sem título

abarrotada a imagem da pressa do mundo
impressa aqui no dia redondo
pari                               sem fim
atordoada ara nos nervos dos homens
cruezas
ausência de ti




Taís Dias

sem título


no percurso de si
me tive
em si me esqueci
de si me mirei não reinei
para si me voltei de mim
me perdi
O dia 
esperou acordar
para então se chover.
Voltamos para a cama.



Taís Dias

terça-feira, 13 de abril de 2010

Soneto em Webdings

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Átila Morand.

Sétima série

Sentado ao meu lado
Lábios cerrados
Assisto calado
O tempo passar

Da pela morena
Cadeiras apenas
Separam amenas
Instâncias de amar

Cabelos escuros
Me fita inseguro
De cima do muro
Não vem me pegar

Mãos delicadas
Hesitam pasmadas
Firmando anulada
Ação de tocar



Teu nome é um fardo
Pensar desviado,
Oblíquo, olvidado
Ou perdido no ar

A noite se arrasta
A aula é nefasta
Cadernos e pastas
Um sino a tocar

Sigo caminho
Sangro em espinhos
Espero sozinho
Outra sexta chegar

Pois é sexta feira
E a beleza faceira
Instiga à cegueira
E se faz desejar

Átila Morand.

Sete anos de azar.

Brincando com as palavras
Nos pomos a inventar
Sendo Agá, consenso B,
Sendo Be, consenso há?

Num ninho de beija-flores
Há cinco brigadeirinhos...
O doce da vida
É amarga surpresa!

Eu amava como amava um beija-flor
Que se encanta e se perde pelo ar
Eu amava como amava uma Deusa
Como se a Deus fosse proibido amar

Um lince... Através do Espelho!
E eu disse: Espelho, Espelho meu,
Existe rainha louca
Mais insana do que eu?

E em nome do Pai, do Filho
E do Espírito, Santa!
Ow, Man!

Brincando com as palavras
Nos pomos a inventar
Personagens, sentimentos
Ou inventamos de brincar?

Átila Morand.
Eu olhei, e olhei
Ele não, não olhou
Findo romance.


Átila Morand.

Poema de um pateta que pensa que é poeta; pinta e pulsa em palavras pretas o pretume do seu pavor.

Ontem era o que já não sou mais
Hoje sou o que não serei, mas...

Ontem os meus caminhos
Seguiam para um só lugar
Hoje, destinos daninhos,
Eterno desassossegar

Ontem a primavera, o vento e a estrada
Hoje minha prima Lúcia morreu atropelada

Ontem a descoberta da eterna meninice
Hoje frieza deserta de uma já velha velhice

Ontem sim; Hoje não; Amanhã talvez.

Ontem Fim.
Hoje então,
Amanhã viuvez.




Átila Morand.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Boas-Vindas!

   Bem-vindos, meus caros amigos e leitores.
Aqui, neste blog, eu e meus colegas de curso, postaremos nossas experiências em criação literária. Feitas tanto na sala de aula quanto fora desta.
   Não posso afirmar, com certeza, quando estas postagens serão feitas mas, para não deixar esta página em branco, postarei um poema meu. Espero que gostem.

Desejos Líricos

Queria eu no bosque eterno andar a esmo
Colher belas alegrias e bonanças
Semear ébrias e soberbas lembranças
Ficar a sós; Eu comigo mesmo

Queria eu fugir; Voar até o cosmo
Trautear canções de falsas esperanças
Nutrir-me com efêmeras mudanças
Transcender; Saciar-me neste orgasmo

Queria eu afastar os meus carmas
Afogar-me entre belos, belos mares
Abraçar louros anjos e suas almas

Queria eu ser abençoado por Ares
 

Para eliminar inimigas tramas
Para matar fantasmas milenares


Tomaz C. F.                           2010